segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Como você prepara a lancheira do seu filho?



Época de volta as aulas lembra uma questão constante para as mães:  o lanche. O que a criança come reflete em seu humor, disposição, desempenho intelectual e físico e assim, nossa eterna dúvida acaba sendo : Estou preparando uma lancheira saudável para meu filho? Pessoalmente ainda não vivo esta questão. Meu filho, ainda pré escolar, está em uma escola onde a alimentação é fornecida com cardápio mensal enviado aos pais. Apesar de não concordar com 100% do cardápio, ele está muito acima da média do que vemos por aí quando o assunto é alimentação infantil. No fim do ano quando chegar a hora de trocar de escola, levarei em consideração a questão do lanche antes de decidir. Ela é tão importante quanto a questão pedagógica. 

No ano passado uma série de posts no site Minha Mãe Que Disse, me chamou a atenção e convocou à reflexão. Mães postaram as lancheiras dos filhos para compartilhar hábitos alimentares e ideias. Uma delas, Mariana Sá, que escreve no Blog Viciados em Colo postou a lancheira do filho Arthur, então com 2 anos.


Esta lancheira realmente me inspirou. Pedi à nutricionista Anna Paola Conde para analisar a lancheira do Arthur. Nesta breve entrevista, Dra. Anna Paola nos dá algumas dicas para montar uma combinação ideal.

Blog - Que preocupação devemos ter para que  o conteúdo da lancheira das crianças seja considerada saudável? 

Anna Paola Conde -

Ofereça alimentos frescos e variados;

Tenha a preocupação de contemplar todos os grupos alimentares ( para saber mais sobre grupos de alimentos e pirâmide alimentar clique na imagem);



Ofereça Tamanho das porções adequadas às necessidades da criança;

Alimentos que a criança já goste e tenha o hábito de ingerir, caso contrário corre o risco de trocar com o colega.

Evite lanches gordurosos, tipo pão de queijo, misto-quente, pizza (que costumam ser opções comuns)

Blog -Quais grupos/alimentos não podem faltar? 

Anna Paola -

Carboidratos para dar energia - pão, biscoito/bolacha, bolo, cereal, fruta in natura/seca ou suco.

Proteínas, pois eles estão em fase de crescimento - leite e/ou derivados, que também serão ricos em cálcio e ferro.

Gorduras (poliinssaturada e monossaturada ) saudáveis para dar energia - oleaginosas, linhaça/chia/girassol

Bom aporte de vitaminas e minerais - encontrado nas frutas (varie cores e texturas)

Fibras para dar saciedade e permitir que tenham pique até a refeição de casa - farinha integral




Blog -  E quando não é possível mandar o lanche. No que devemos prestar atenção na comida servida na escola?

Anna Paola -  Se for uma situação com certa constância, ir à cantina/cozinha é o primeiro passo. Saber se há uma nutricionista responsável (é obrigatório por lei!), conversar com ela diretamente e solicitar o cardápio semanalmente. Verificar se há a segunda opção (caso a criança não goste do cardápio do dia). Verificar a qualidade da matéria-prima (hortaliças, principalmente), adequação às normas de higiene e controle sanitário do local e das cozinheiras. Se for tipo lanchonete, verifique se as opções oferecidas são semelhantes às que você tem como hábito colocar na lancheira, senão corre o risco de todo o seu trabalho de educação nutricional, "desandar"! Se as opções forem muito distintas das suas, veja se você pode "bloquear" a venda dos junk food para o seu(sua) filho(a).


Blog - Vc pode analisar a lancheira de uma mãe amiga? Ela é baiana e isso se reflete na lancheira do filho. É bastante diferente do que vemos no sudeste. Pode dar uma avaliação simples? 

Anna Paola - O nosso país é muito rico mesmo, não acham?! Que delícia ver o que uma mãe baiana oferece pro seu filho. É muito diferente do nossos hábitos! Mas verifiquem que os grupos alimentares estão preservados: frutas tanto in natura, seca e na forma de suco. Carboidrato complexo, ótima fonte no aipim. Só sinto a falta, pelo menos neste dia, do cálcio, cuja maior fonte é o leite e/ou derivados.

É claro que não basta nos esforçarmos por preparar um lanche bom para as crianças, elas precisam comer. De que adianta uma lancheira linda se o menino acaba comendo o biscoito recheado do colega? Este assunto está só começando aqui no blog, vamos debater, esmiuçar a lancheira das crianças, debater ideias. Como é a lancheira do seu filho?


Legenda ( fonte wikipédia)

gordura poliinsaturada - é um ácido graxo com mais de uma ligação dupla na sua molécula. As mais conhecidas são Ômega 3 e 6.

gordura monoinsaturada -  Ajuda a reduzir os níveis de colesterol ruim no sangue (LDL-Colesterol), sem reduzir os de HDL-Colesterol. Porém seu consumo em excesso não é recomendável.

Imagens - google images

Dra. Anna Paola Conde escreve no blog http://www.annapaolaconde.com/

6 comentários:

  1. Senpre leio, mas não sei se jpa comentei por aqui. Bom, achei super sensato dizer que não basta um lanche "bonito", a criança precisa comer. Porque na realidade infelizmente as coisas são bem diferentes. Eu por exemplo já andei lendo muito sobre os suquinhos industrializados, sobre o alto teor de sódio. Mas, o que fazer se eu preciso mandar a lancheira cedo para o menino comer a tarde, sendo que a escola não coloca o lanche na geladeira?? Acho que precisamos debater muito mais ainda sobre essas questões e quem sabe dentro de nossas possibilidades encontrar caminhos mais saudáveis. bjo grande

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    1. Estamos todas no mesmo barco Francine. Tenho convicção que só nos unindo e conversando sobre o assunto poderemos chegar a boas conclusões sobre o que fazer para melhorar a alimentação dos nossos filhos. Obrigada por partilhar suas ideias.

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  2. Oi, Vanessa! O post é util e esclarecedor, nos estimula. Eu te digo que sou muito frustrada por oferecer opções saudáveis, que eu mesma como, e os meus filhos rechassarem. Chegam a devolver a lancheira intacta se eu enviar uma fruta, por exemplo. Ninguém compra na cantina, pois se é pra comer porcaria industrializada, melhor que seja a que eu compro, lendo os rótulos e enviando o que tem menos sódio, mais fibras e menos corante.

    Enquanto eram pequenos, era mais fácil. Depois, quando mudaram de pátio no recreio, ficou mais complicado, pois agora querem engolir algo rapidinho e aproveitar o tempo para correr, tem mais espaço livre.

    A mãe conversa, exolica, envolve na compra, no preparo, impõe regras, compra selecionando, mas muitas vezes o lanche volta na lancheira conforme foi.

    Bjs

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    1. Fernanda, a luta é muito desleal. Não há como blindar nossos filhos ao apelo das porcarias. O jeito é seguir lutando e trocando ideias com outras mães. Um dia a gente chega lá, ou eles crescem , viram pais e mães e vão passar a esquentar a cabeça eles mesmos :-) bjs

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  3. Adorei esse post Vanessa. Estou exatamente nessa fase com meu filho, que começou a levar lancheira para a escola esse ano. Acho que o equilíbrio dos itens é fundamental, assim como opções que agradem a criança. Por outro lado, é importante vermos as opções de lanche considerando não apenas o que é saudável, mas o que é possível dentro do nosso dia a dia. Há dias mais corridos, nos quais não conseguimos preparar um lanche 100% ideal. Nesses casos podemos pensar em opções práticas e, ainda assim, dentro do que consideramos saudável.
    Falei sobre isso em posts recentes lá no meu blog e o próximo será exatamente sobre o preparo da lancheira no dia a dia. Ficarei feliz se vc continuar nosso papo por lá também!
    beijos
    Sarah
    http://maedobento.blogspot.com.br/

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  4. Aqui em casa a questão é: o que os coleguinhas levam na lancheira deles? Mesmo tendo enviado um relatório do que Marina não deve comer (pq a gente não quer, mas dissemos que é por questão de saúde e assim a escola POR MEDO e não RESPEITO evita-ria) o pai vez por outra a encontra com um pedaço de pizza ou Ruffles ... que a professora deu. Enfim, ano novo, escola nova e A LUTA CONTINUA!

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