quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Era uma vez um menino levado



Ele era um menino. E meninos, dizem , são mais agitados. Começava o dia com a corda toda e começava a conversar alto com quem estivesse por perto. Era a única criança da casa. Ele movimentava o ambiente, pulava, brincava, não parava quieto. Era um menino agitado. Não sossegava, diziam. Falava pelos cotovelos. Ele não deixava a mãe em paz e estava sempre chamando o pai para brincar.

Ninguém sabe ao certo como começou, mas de menino agitado, elétrico, levado, ele passou a impossível, terrível, insuportável. Tinha problemas. Ele cansava a beleza.Na escola, não tardou a receber um estigma de brinde.  Foi ao médico levado pela mãe e pelo pai exaustos de tanta agitação. Em questão de minutos  foi receitada uma pílula mágica que o transformou em outra pessoa, mesmo. Uma criança apática.

Este é um texto ficcional baseado em casos reais. Não defendo a suspensão da droga prescrita à tantas crianças que realmente necessitam dela e cujo diagnóstico foi cuidadosamente elaborado por um médico criterioso que excluiu todas as outras hipóteses para o comportamento apresentado. Defendo a reflexão à esta epidemia do tdah. Será que toda criança agitada merece medicamento? Que fatores externos podem desencadear reações que se assemelhem ao tdah? Quando vale a pena dar o medicamento? 

Não tenho todas essas respostas. Mas é preciso tomar cuidado com diagnósticos automáticos. Tdah é um transtorno que incomoda a todos, principalmente à criança, ao jovem ou adulto que apresenta o comportamento 'inadequado'. Não bastasse o incômodo, ainda acontece de a vida parar por conta da realidade dos sintomas. A melhor forma de lutar contra o tdah é buscar informações. Saiba mais no site da ABDA

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