terça-feira, 31 de julho de 2012

Sou apenas uma mãe e é incrível onde isto pode me levar




Diante do atual estado de coisas é muito difícil pensar diferente. Como é possível mudar o mundo? Pra melhor, quero dizer. Para pior não estão precisando de ajuda. Descobri recentemente que são dois - até onde me foi revelado - os momentos em que nos brilham os olhos de paixão pela vida. O primeiro momento é na juventude, quando tudo nos é possível - pelo menos é assim que sentimos - e lutamos, levantamos bandeiras que , certas ou não, são as nossas . As decepções sempre chegam e também algumas vitórias. Aprendemos . Crescemos. Seguimos. Quem nunca? 

O tempo passa e chega o segundo momento, que é o dos filhos. Por eles - e nem é mérito nosso, mas da biologia, fazemos tudo e um pouco mais. Pelos filhos nascemos de novo , queremos o melhor de nós e do mundo. Pelos filhos pensamos profundamente sobre coisas que até então nos passavam despercebidas. Como um elefante vestido de bailarina e andando de patinete, essas coisas absurdas não nos eram importantes. Mas, agora são.

Foi assim que eu entrei de cabeça no Movimento Infância Livre de Consumismo. Sou alguém que se espantou com a visão do elefante que rodopiava por aí há um tempão sem que eu desse por conta  dele. Entrei no movimento pelo meu filho, prestes a ser afogado sob toda essa publicidade abusiva direcionada às crianças. Estou tentando tirar meu filho da água. Pois, por mais que uma família tenha informação e fôlego para lutar contra os efeitos da propaganda abusiva direcionada para crianças, ela está sempre em desvantagem


E foi num impulso de mãe que comecei a trabalhar como voluntária, dando um tempinho por dia à causa e encontrando outros que pensam como eu . Nesses meses de trabalho senti que, ao contrário do que eu disse nas primeiras linhas deste texto, às vezes a gente sente o mundo prestes a mexer um pouquinho para melhor. Antes do Infância Livre, os pais não eram sequer ouvidos quando se tratava de publicidade infantil. Agora somos convidados a falar o que pensamos. Enquanto puxo meu filho pelo braço para não se afogar e luto contra a corrente, consigo colocar a cabeça para fora e gritar. 



Dia 09 de agosto, na Câmara dos Deputados  a  Comissão de Direitos Humanos e Minorias vai discutir como a legislação brasileira pode proteger as crianças do consumismo. Será o 1o Seminário Infância Livre de Consumismo. E esta blogueira estará presente. Engraçado, como cidadã,  eu nunca fui ouvida, mas não é que como mãe sinto que posso mais. Sim, é certo que não posso tudo  e que a caminhada é árdua. Só que agora descobri que é possível lutar. 

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