quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Receitinha para criar um leitor?


Esta publicação no Twitter do escritor e editor David Nobrega que escreve no Scriptus Est com a mulher Letícia Coelho me chamou a atenção e comecei a dar meus pitacos. Não tenho filhos adolescentes e minha adolescência aconteceu há um bom tempo. Tanto tempo que as pessoas usavam paletó com ombreiras e a Madonna era uma menina nova que cantava Like a virgin. Visualizou? Sim, era outra época...



Bem, esta que vos escreve, na sua modesta opinião é adepta da leitura como libertação. Saber liberta. Temos pouco tempo para ler tudo o que nos interessa, vocês poderão retrucar, por que ler o que não interessa? É uma boa pergunta que merece uma boa resposta. Para saber, amadurecer intelectualmente e poder emitir opinião , se for o caso. Mas essa minha posição de devorar tudo o que se vê pela frente, é claro , diz respeito aos adultos.


Crianças são crianças. E no que diz respeito a elas, que estão ingressando no mundo dos livros, não é possível dizer que devam ler de tudo. Acredito que a leitura das crianças deva ser direcionada - pelos pais se assim tiverem condições e , principalmente pela escola. Os pais que tem condições de ajudar nessa caminhada podem direcionar as leituras de acordo com a idade e , principalmente, os interesses das crianças. Tenho meus problemas com essa história de livros por faixa etária, mas este é assunto para outro post. Se você gosta de ler, leu sempre e bastante, tem suas impressões sobre os livros que pode passar para o filho, pode reler com eles e, ter sempre uma nova perspectiva , pode ajudar . Eu , e isso é apenas a opinião de uma mulher que sempre leu muito e agora tem um filho, gostaria de poder ir apresentando ao meu filho os livros que considero importantes, ler com ele os livros que ele achar interessantes, descobrir coisas novas durante a vida. Minha proposta pode ser sintetizada como está no tuite do @David_Nobrega



Sim, acho que dá para resumir assim em 140 caracteres. Ler pode ser uma maravilha e também o maior tormento. Exigir a leitura somente dos clássicos aos alunos pode complicar bem as coisas. Ler é bom, sejam os clássicos , seja gibi. Tudo depende do momento pelo qual a pequena grande mente em desenvolvimento está passando. Não existe receitinha para criar um leitor. Não existe isso de " ele tem que ler isso , ou aquilo" . Ler é bom demais para ser transformado em uma bandeira elitista. Deveria ser uma bandeira que aproximasse e não afastasse as crianças. Algo que as estimulasse a querer mais e mais, a buscarem fazer suas próprias buscas na biblioteca da escola, no sebo , na internet. Para ler sem classificação. Ler. Ler simplesmente, e tudo, de preferência.



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