sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Livro digital ou de papel para crianças? A briga é feia



Criança deve ser estimulada a ler. Tá, isso todo mundo sabe. Mas, ler o que? Minha modesta opinião é que deve ler tudo o que puder, tudo o que estiver de acordo com sua idade. Isso inclui os rótulos de margarina, outdoors, etiqueta das roupas e , claro, livros. E os livros digitais , os interativos, devem ser apresentados aos pequenos? Ou será que são coisas que as editoras inventam só para ganhar dinheiro.

Em um debate ocorrido sexta feira passada, dia 26, na Jornada Literária de Passo Fundo/RJ,  participaram Kate Wilson,  editora com experiência de 25 anos , a maior parte deles editando livros infantis,  a crítica Beatriz Sarlo , os escritores Alberto Manguel , escritor argentino naturalizado canadense publicado no Brasil pela Companhia das letras ( confira sua obra aqui)   e Affonso Romano de Sant’Anna. 

O debate virou bate-boca quando Kate Wilson apresentava um aplicativo do livro Cinderela, onde as crianças podem não só ler,como brincar e até trocar cores da apresentação. Uma mostra do conteúdo aplicativo pode ser vista aqui. Abaixo deixo um video de produto semelhante do título Os três porquinhos.  Alberto Manguel, defensor do livro de papel , disse que aquilo "não era livro, era consumo",  Kate Wilson ficou irritada e argumentou que não importa o que as crianças leem desde que leiam com prazer e que cabe a nós (adultos) saber usar a tecnologia. Se eles que são os especialistas estão divididos , imagine nós, pobres pais que olhamos confusos as prateleiras. 


 




Talvez a coisa não esteja nem lá, nem cá. Manguel tem sua razão , do alto dos seus 68 anos. Aquilo é mesmo consumo. Consumo nessa nossa sociedade é o ar que se respira. Mas talvez, Manguel seja também um pouco rabujento. Afinal, o livro apresentado com conteúdo interativo por Wilson é um clássico com conteúdo. Crianças precisam ler os clássicos. Por que não apresentá-los também numa versão interativa, talvez numa terceira etapa, depois de contar a história oralmente, depois de  ser apresentado um livro com o conto? Quanto à fala de Wilson, bem, cá entre nós, interessa sim o que as crianças lêem. Além da tecnologia cabe a nós ajudá-las a escolher o que ler. E essa parte , meus amigos, parece ser uma tarefa e tanto. 

* Artigo escrito através de notícia de Simone Magno para a Rádio CBN . Para ouvir , clique aqui.

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