segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Consumo infantil e a felicidade



Propaganda não é coisa para criança. Isso eu sei, você sabe, todo mundo sabe. Não precisa ser pai nem mãe para ter ideia de que se a propaganda é uma estratégia de vendas de produtos disponíveis no mercado consumidor deve ser destinada ao sujeito capaz, intelectual e financeiramente, de arcar com a compra após analisar sua conveniência e necessidade. Saber é uma coisa , conseguir colocar em prática é outra.


Por sorte ( ou será azar? já nem sei mais) ao mesmo tempo em que somos bombardeados com propaganda direcionada ao público infantil, vemos crescer o número de pessoas ( adultas) envolvidas na discussão . Na teoria sabemos que a coisa é complicada mas na prática é que o bicho pega. Na prática lidamos com situações como a seguinte:


Patricia DaltroFilhote tá naquela fase de querer tudo que vê! Ando garrando um ódeo das propagandas dos canais infantis! rs


É preciso muito sangue frio, coração duro e cabeça no lugar por parte de pais e mães. Ainda que seja possível dar tudo o que o pequeno diz que quer, é preciso questionar  o que há por trás daquele querer. Todos  já fomos crianças e sabemos como é  difícil lidar com isso . É claro que na minha época a propaganda  já era direcionada aos pequenos ( lembram da campanha não esqueça a minha Caloi? ) mas os produtos existiam em menor diversidade e as tentações não eram tantas. Na época da diversão virtual, do livro digital, o ipod, ipad, iphone , iisso e iaquilo, a coisa mais simples é seduzir a imaturidade.  É muita oferta para  pouca capacidade de absorção pq , convenhamos , não dá para ter tudo.





O que mais dói ao ver a deslealdade com que a propaganda nos bate  é o argumento. Se pelo menos eles quisessem vender o produto alegando que o tal do produto é legal, que vai desenvolver alguma competência interessante na criança. Mas, que nada, querem vender o produto alegando que sem ele você não será mais tão legall e que a  felicidade, o contantamento que você deveria buscar numa vida interior está consubstanciada naquele tal de produto. É claro que a referida felicidade não durará mais que alguns poucos momentos que incluem aqueles em que a compra está sendo efetuada ,  o empacotamento , o desempacotamento  e 3 ou 4 minutos a a mais. Depois disso o contentamento volta a ser uma promessa guardada na compra do próximo bem. Plagiando quem batizou a versão de Its Wonderful life, lindo filme de Capra, A felicidade não se compra, mesmo .



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