sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Desconstruindo o diagnóstico de TDAH

ritalina

Era uma vez uma menina ativa. A atividade era tramanha e chamou a atenção dos pais. Mas, é claro haviam outros sintomas, ou seriam adjetivos?  Fizeram exames mas, segundo a médica, era preciso esperar a menina ativa crescer mais um pouquinho. O tempo passou e a chegada de um irmãozinho fez com que os sintomas-adjetivos se acentuassem. A agitação era demais e, após os exames, foi prescrita a tal da Ritalina. Com ele vieram os efeitos colaterais, como aumento de irritabilidade , falta de apetite,  insônia. Dá pra imaginar ? O que você faria? Os pais da menina ativa resolveram suspender o remédio.  Sabe o que aconteceu?

ingrid.strelow

A psicóloga fez uma série de sessões e … nos deu o retorno, corroborando o que nós, pais, afirmávamos: ela é normal e muito ativa, mas não é fora do padrao das crianças que mroam em apartamento e acabam ficando muito em casa, sem pátio, indo ás vezes à pracinha, mas precisando gastar mais energia (justo agora que ela saiu da GRD e do Ballet...), mas também tem coisas que seriam bacanas de trabalhar na terapia, pra que se organize melhor e consiga canalizar os sentimentos de melhor forma.

A prof, por sua vez, disse que a Larissa está bem menos ansiosa e que se concentra, a avalaiação trimestral veio cheia de elogios e aponta apenas dois itens que estão em desenvolvimento, podendo melhorar.

Ok, finalmente encontramos alguém não quer nem medicar nem rotular a criança, disse apenas que a Lalá é uma criança normal e tem necessidade de gastar energia. E estamos falados!”  Ingrid Strelow, do blog Desconstruindo a Mãe.

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Ritalina é o nome comercial da substância Metilfenidato . Segundo o Wikipédia:

Metilfenidato (nome comercial Ritalina do laboratório Novartis Biociências e CONCERTA do laboratório Janssen Cilag) é uma substância química utilizada como fármaco, estimulante leve do sistema nervoso central com mecanismo de ação ainda não bem elucidado, estruturalmente relacionado com as anfetaminas. É usada para tratamento medicamentoso dos casos de transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), narcolepsia e hipersonia idiopática do sistema nervoso central (SNC).

O TDAH é um transtorno metabólico neural, que resulta em comportamentos mal adaptados; o metilfenidato pode favorecer a quebra do "círculo vicioso" criado pela hiperatividade em especial.

Como toda medicação, o metilfenidato deve ser usado e dosado por profissional médico especializado neste tipo de transtorno. Por ser uma medicação psicoestimulante, seu uso provocaria uma maior produção e reaproveitamento deneurotransmissores, a exemplo: dopamina e serotonina.

Entretanto, há controvérsia sobre a produção e reaproveitamento da serotonina pelo cérebro das pessoas portadoras do TDAH. Especialistas no transtorno, atualmente, não creem que haja prejuízo no controle deste neurotransmissor, ao contrário do que ocorre com a noradrenalina.

O uso do medicamento explodiu nos últimos anos, e existem excessos nas prescrições. Muitas vezes , uma criança bagunceira, sem atenção ou sem limites, pode ser diagnosticada como hiperativa e acabar utilizando a droga para ter a concentração aumentada e o comportamento domado.

Este artigo não pretende desacreditar o uso de medicamentos. Apenas conta uma história real onde o medicamento não ajudava a criança. E minha opinião como mãe é que algo tão forte só deve ser ministrado se não houve sombra de dúvida de que fará mais bem do que mal. Apesar de não ser especialista, como mãe gostaria que o TDAH pudesse ser tratado sem drogas.

Para conhecer o blog de Ingrid e ler toda a narrativa do que se passou com Larissa, clique aqui.

 

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