terça-feira, 19 de julho de 2011

Problemas de visão na infância

doctor and child

As mães da turma do meu filho são bastante unidas. Nos falamos sempre sobre os problemas que eventualmente encontramos na escola, sobre os progressos dos filhotes e todos aqueles assuntos de mãe, vocês sabem a que me refiro :-). Semana passada recebi este email da Fabiana, a quem agradeço a divulgação do material,  que descobriu um problema na visão da filha Luiza agora #aos3. Eis o texto:

“Oi meninas,

Tudo bem? Não sei se alguém da turminha já contou em casa, mas hoje foi o primeiro dia da Luiza usando óculos. Quero compartilhar com vcs esta experiência, que foi realmente uma surpresa. Quando a Luiza foi na sua última consulta ao pediatra, ele pediu uma avaliação oftamológica e odontológica de rotina que sempre pede a todos os seus pacientes quando completam 3 anos. Marquei a consulta algum tempo depois, pois era final de ano e tinha certeza que ela não tinha problema algum, pois nunca tinha percebido nada.

Durante avaliação levei um susto. Quando foi tampado o olho esquerdo ela decifrava todas as imagens, até mesmo, em longa distância. Quando fechamos o direito encontramos o problema, Luiza não enxergava quase nada e tentava puxar a minha mão de cima do seu olho para conseguir decifrar a imagem. Fiquei bastante tensa e descobri que tinha 5 graus de hipermetropia no olho esquerdo e que mesmo que colocasse grau neste olho não conseguiria enxergar pois a musculatura estava atrofiada por ela ter se adaptado com um só e não esta usando o outro. Fiquei muito frustrada de nunca ter observado nada e a médica disse que é realmente assim, pois ela já nasceu assim e de adaptou sem desenvolver nenhum "tique".

A solução graças a Deus existe. Mas porque eu descobri a tempo.

Estes casos geralmente só são descobertos na alfabetização e esta correção só funciona até aproximadamente 7 anos quando o músculo ainda se recupera e consegue ver com o grau. Para desenvolver este olho vai ser preciso usar além do óculos com grau, um tampão(oclusor) no olho bom para forçar o que precisa. Mas só vamos começar com o tampão no final do mês, quando já estiver adaptada ao óculos.

No começo será aflitivo, pois vamos tampar o olho que ela enxerga, mas estou confiante em um resultado rápido. Confio muito na cooperação da minha princesa, pois é uma menina muito corajosa e dedicada.

Estou estimulando bastante o uso do óculos e por enquanto esta um sucesso, pois a própria professora usa óculos.

Hoje quando cheguei na escola foi uma novidade todos vieram ver e admirar, uma das crianças já avisou de longe: "Olha a Luiza de óculos!".

Além do aperto no coração que a mãe sente quando vê que o filho tem algum tipo de problema que precisará se esforçar para superar, o depoimento da Fabiana é um alerta para todos que tem a possibilidade consultar um bom médico, o que infelizmente é coisa para poucos no Brasil. Precisamos estar atentos à eventuais problemas que muitas vezes estão ocultos como o da Luiza. É claro que ela está fazendo o maior sucesso na turminha e conseguiu ficar mais linda ainda de óculos, mas o principal é que seu caso foi descoberto no momento certo. Abaixo a foto da princesa Aurora/Luiza depois da consulta.

DSC09669

Veja abaixo um trecho uma matéria do site Filhos&cia sobre o assunto :

Cerca de 57% das crianças com visão alterada se mostram desatentas, agitadas e têm dificuldade de aprender. É o que revela um estudo feito pelo Instituto Penido Burnier (Campinas, SP).

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia, afirma que 12% das crianças em idade escolar precisam usar óculos, entretanto, 80% nunca fizeram exame. Em entrevista ao jornal O Dia, o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto alerta que o primeiro exame oftalmológico deve ser aos três anos. Em casos de pais míopes o teste deve ser antecipado para dois anos.

Um levantamento feito com 36 mil crianças entre três e oito anos mostrou que a visão se desenvolve até os sete anos de idade.
Especialistas dizem que é importante, logo após o nascimento, realizar o teste do olhinho, pois a falta de óculos pode levar ao estrabismo ou à ambliopia, que é o desenvolvimento desigual das vistas e a maior causa de cegueira infantil.

Segundo especialistas os problemas mais frequentes nas crianças são miopia (dificuldade de enxergar de longe) e hipermetropia (de perto). Ele diz que o tratamento para as doenças é feito com uso de óculos, além de exercícios para a vista. Em casos de ambliopia, é indicado que a criança deva usar tampão na vista saudável a fim estimular a que enxerga menos. Nem sempre criança não sabe expressar que não enxerga. Para aquelas que não sabem ler, são usados desenhos para identificar problemas.

Sintomas mais apresentados

- Até os dois anos: lacrimejamento constante, fotofobia, íris muito grande, com reflexo, cor acinzentada ou opaca, falta de interesse pelo ambiente e pessoas, olhos vermelhos e presença de secreção, fecha um dos olhos em locais ensolarados.

- De dois a sete anos: tomba a cabeça para um dos lados, dor de cabeça ou nos olhos frequentemente, assiste TV muito próximo ao aparelho, olhos desviados para o nariz ou para fora, esfrega os olhos após esforço visual, apresenta letras tortas e grandes demais para a idade, falta de atenção nas aulas, quando vai escrever, se aproxima muito do caderno, esfrega o olho constantemente.

Fonte: Equipe Filhos&Cia.

 

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