terça-feira, 26 de julho de 2011

Por que é difícil diagnosticar o déficit de atenção?

criança

Ter um filho corretamente diagnosticado como portador de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) pode ser uma benção. Sim. A tal benção reside no advérbio corretamente . Segundo pesquisadores da USP cada vez mais diagnósticos errôneos são feitos nesta área, e consequentemente, cada vez mais remédios são receitados. Como o correto diagnóstico depende do relato dos pais, da escola e de um questionário com 18 sintomas que podem ser considerados comuns entre os jovens ( e até alguns adultos), muitas vezes os pais chegam aos consultórios certos de que seu filho tem TDAH simplesmente por alguém não habilitado ter ajudado a preencher o questionário sobre a criança. Clique aqui e veja o questionario.

Imagine então leitor esta verdade. Muitas crianças vem sendo drogadas sem necessidade. Sim, crianças sãs drogadas, utilizando um medicamento que afeta a função cerebral e produzida para um organismo que tem determinado tipo de problema. O Metilfenidato está entre as substâncias mais vendidas no país e recentemente descobriu-se que o cérebro sem TDAH responde a droga de modo diverso ao cérebro daquele que realmente precisa da medicação. Quais serão as consequências disto a longo prazo? E ainda, será que o único tratamento possível é o químico? Qual a importância da atividade física e que terapias de apoio podem ser utilizadas? Só um especialista pode dizer, analisando caso a caso.

A escola precisa auxiliar nesse processo de diagnóstico. Rotular o aluno com dificuldade de aprendizagem antes de procurar a verdadeira causa para o desinteresse é um problema recorrente. Algumas poucas escolas particulares já prestam atenção ao assunto apesar de ainda não existir nenhuma escolar especialidada em lidar com alunos com TDAH.  Na esfera pública , o projeto de lei 07081/2010 tramita no Congresso . O projeto prevê um programa de diagnóstico e tratamento de TDAH e dislexia para alunos da rede pública de educação básica. Para acompanhar o andamento do projeto de lei clique aqui

Os pais são a parte mais importante na equação. Afinal, na relação em família, o termo atenção não pode faltar. Meu filho apresentou uma mudança brusca de comportamento ou ela foi gradual? Será que aconteceu alguma coisa para deixá-lo desatento/hiperativo ou pode mesmo estar acontecendo um disturbio químico que só a Química pode tratar? Eu conheço realmente meu filho e estou disponível para tentar compreender os problemas pelos quais ele passa e pedir ajuda no momento certo ao profissional adequado? Ninguém disse que ser mãe ( e pai) é moleza. Se disse, estava te enganando.

Esta é mais uma conversa de muitas que pretendo levantar sobre o assunto. Se interessar, leia também Hiperativo ou mal educado?

* Fontes ABDA

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