quinta-feira, 7 de julho de 2011

É possível blindar a criança ao consumo?

consumo

Vivemos em uma sociedade de consumo. Não é possível fugir. O sistema é capitalista e desse também é impossível escapar. Precisamos de dinheiro e dos bens de consumo. Fugir para uma ilha deserta e viver de água de coco então está fora de questão. Todas as tardes, quando vou buscar meu filho na escola, o pequeno #aos3 me dá o abraço, o beijo e a pergunta: “Mãe, o que você compô?” Engraçado é que eu não estimulo este tipo de pergunta. Brinquedos aqui em casa só no natal, aniversário , dia da criança ou se eu encontrar alguma coisa de fato muito interessante que possa ajudar no desenvolvimento dele. Tento conversar sobre o custo e necessidade envolvidos no “ comprar” mas o resultado ainda está aquém do esperado, talvez por causa da idade. Será possível blindar a criança ao consumo?

Evitar que o ato de comprar um objeto transforme-se numa dependência a que são acometidos tantos seres humanos em nossos dias é uma tarefa dos pais de hoje. Muitos não se dão conta disso e construir a infância baseada na ideia de uma imperiosa necessidade de consumo e relacionar a felicidade, esse conceito tão abstrato, em algo simples de alcançar com a compra de um bem é de uma perversidade sem tamanho. O que é realmente importante? Eu preciso mesmo disso? Essas são perguntas que devemos fazer sempre que saímos para fazer compras e que deveríamos passar aos nossos filhos. E depois de comprar e usar aquele bem realmente necessário, quando ele não for mais útil, como descartar? Jogar fora simplesmente,  procurar alguém que precise, usando um brechó, doando para alguém que precise ou talvez reutilizar.

Infelizmente essas medidas dependem de nós, os pais, já que a escola, ao que parece não está  ainda preparada para lidar com o desafio de criar crianças blindadas ao consumismo, crianças livres em suas escolhas de presente e de futuro. Lutar por uma propaganda íntegra de produtos voltados para o público infantil é um passo importante. E não são só os filmes publicitários, material direcionado exclusivamente a vender devem ser vigiados. Segundo uma pesquisa da revista Pediatrics, publicação da Associação Americana de Pediatria, a indústria da alimentação banca produções de filmes infantis para que sejam mostradas na tela situações de consumo de produtos de baixo valor nutricional, como doces, petiscos salgados e bebidas açucaradas. Praticas como esta não deveriam acontecer numa sociedade livre. Enquanto tivermos este tipo de propaganda, seremos escravos do consumo.

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