quarta-feira, 22 de junho de 2011

Exemplos que dou, exemplos que sou

ernestolendoedited

 

A Luana, do blog Mãememorial propôs um debate muito interessante após refletir sobre a conversa que teve com o professor aposentado , colaborador da UNICAMP e blogueiro Ezequiel Theodoro da Silva – leia aqui. Segundo o Prof. Ezequiel, a formação do hábito da leitura na infância está intimamente ligada à rotina familiar de leitura. Assim, pais apaixonados por livros teriam boas chances de criar crianças igualmente apaixonadas. Luana levanta a questão e nos chama a partilhar nossas histórias pessoais de leitura.

Meu filho ainda não lê #aos3, mas já faz leitura compartilhada na escola, em um grupinho chamado Clube de Leitura. Lá, semanalmente, ele é convidado a escolher um livrinho para trazer para casa e ler durante o fim de semana. Segundo a escola é uma maneira de introduzir o livro na rotina da crianças. E nessa rotina , deixo ele curtir seu barato e dar as cartas. O que ele gosta de fazer é pegar o livrinho e contar a história à sua maneira, inventando princípio, meio e fim de acordo com as imagens e sua imaginação. Depois é a minha vez sendo que o  meu encargo é contar para ele o que “está escrito no livrinho”. Antes de dormir preciso inventar e contar histórias “ sem livro” com seus personagens preferidos: o trem – que eu já citei em um artigo anterior – o sapo, o jacaré e os carrinhos de corrida. Haja imaginação da mãe sonolenta, mas a brincadeira só termina quando o pequeno pega no sono, o que por sorte, acontece em minutos.

Não sei se meu exemplo de leitora apaixonada fará dele um leitor, mas tenho esperança e acredito que a criança é  mesmo o que vivencia.  Meu marido não é um amante dos livros, lê somente livros técnicos ou algo muito específico. Daí o minha dúvida: para onde penderá a balança , será que a paixão pelos livros seguirá a empolgação que hoje ele sente com seus livrinhos coloridos? Enquanto a resposta não vem , aproveito para levar meu filho sempre a livrarias e me esparramar no chão para escolher as leituras. O próximo passo é passar a frequentar a biblioteca do bairro e começar a montar nossos próprios livros ilustrados com papel A4 e giz de cera. Como vocês podem ver eu não pretendo me entregar sem lutar.

Se quiser continuar a conversa além dos comentários deste artigo , visite o blog Mãememorial e deixe o link do seu artigo sobre o tema.

* Este texto é parte do projeto Rainhas do Livro.

 

Um comentário:

  1. Lá em casa eu fui uma leitora mais voraz. Mas já sinto que a relação da Claricinha com os livros é de total carinho. Todos em casa amamos a leitura e os livros. Em algum lugar eu li que uma pesquisa na Inglatera aponta que a mãe, na maioria dos casos, é a incentivadora do hábito de leitura dos filhos. E deve ser assim mesmo, a leitura sempre começa não como leitura, mas como um vínculo afetivo. E deve ser por isso que se enraíza tão bem. Parabéns pela postagem. Adorei o título!
    Abraços.

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