terça-feira, 26 de abril de 2011

Grito de Guerra da Mãe Tigre

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Terminei de ler, no último fim de semana, o livro Grito de Guerra da Mãe Tigre, de Amy Chua, publicado no Brasil pela editora Intrínseca. Como eu já contei no artigo Mãe é tudo igual completa um ano com promoção, segundo Amy, a educação chinesa está focada na excelência a qualquer preço e palavras como felicidade, tempo livre, auto-estima e liberdade não existem no dicionário em mandarim. Especialmente quando os pais chineses são imigrantes vivendo em um novo país.

Apesar de Chua mostrar uma rotina massacrante imposta às filhas para que se tornassem excelentes em tudo e isso deixar pasmo qualquer leitor ocidental, o livro mostra também as dificuldades dessa mãe em seguir seu próprio plano de treinamento militar para crianças. Ou seja, nem mesmo as mães chinesas são tigres o tempo todo. E tem mais, nem sempre os filhos facilitam o trabalho das tigresas. Ao contrário da filha mais velha de Chua, a caçula um belo dia se rebelou contra o plano de excelência deixando a mãe na corda bamba.

Querer que os filhos sejam o que há de melhor é compreensível. Mas, o desejo da felicidade, essa palavra absurda para quem vive em cativeiro, também é possível.  A leitura do livro é recomendada, pois quando confrontados com os inúmeros testes impostos pelas crianças , podemos ter o ímpeto de sufocar demais a prole. Não dá muito certo. Os tormentos passados pela família de Amy Chua são prova disso. E ao mesmo tempo , me peguei pensando: não são só as mães chinenas que , quando descobrem que o filho é bom em determinada atividade entra em competição com o resto do mundo para que seu rebento brilhe independente do que possa pensar sobre o assunto. Lembro de um pai de aluno que uma vez disse para o filho , corredor de kart: “Segundo lugar é o primeiro perdedor”. Serviço estranho este , de pai e mãe. Precisamos treinar alguém para o pega pra capar que é a vida, mas , as vezes, somos mais infantis do que eles jamais poderiam ser.

E você, o quanto tem de mãe chinesa? É competitiva e visa a exelência a todo custo também? Não!? Participe da promoção do primeiro ano do blog . Para participar você, que possui um blog, pode escrever um artigo até  8 de maio com o tema : O quanto de mãe chinesa há em mim?  e deixar o link na seção de comentários. Agora , você que não tem um blog, não pode ou prefere não escrever o artigo, deixe sua resposta à mesma pergunta através de comentário, também até 08 de maio. As blogueiras que escreverem o artigo concorrerão ao primeiro exemplar e as comentaristas concorrerão ao segundo exemplar. Cada participante receberá um número e os livros serão sorteados através da extração da loteria federal do dia 13/05.

 

4 comentários:

  1. Viu? Vanessa! Mais UMA vez sintinizadas! Kkkk! Nao, nao li o livro... Preferi nao ler! Kkkkk! Sou um tipo de Mae bem interessante, sabes? Do tipo que bate e assopra! Kkkkkk! Mas logo que lancaram o livro UMA Amiga Brasileiras-japonesa, com SOGRA CHINESA (da pra imaginar? Kkk!) escreveu sobre o tema e eu vou linkar o meu link aqui que linka ela, ta bem? Como a gente mora do outro lado do planeta, se a gente ganhar a gente passa para o numero segguinte... Que tal?
    Mil bjs!

    http://umaesposaexpatriada.blogspot.com/2011/01/como-e-uma-mae-chinesa-por-simone-c.html

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  2. Adorei seu post pois já havia lido uma matéria a respeito no NYTimes, inclusive com o depoimento de um pai revoltado com a autora chinesa que se autointitulava um Pai-Panda, para fazer oposição a ela. Os dois artigos - tanto o que falava da educação chinesa, quanto o que falava da educação mais liberal, foram excelentes e discutidos por mim e meu marido, e chegamos a uma conclusão, bem parecida com a que um articulista da VEJA, especialista em educação chegou ao falar dessa mãe chinesa: o que importa não é sermos assim ou assado, é termos algum tipo de orientação como pais. Orientação no sentido de conjunto de valores que achamos importantes e que seguiremos na educação de nossos filhos. O problema, portanto, não seria ser muito autoritário, mas não ser coisa alguma, não ter planos, não ter regras, não ter pilares que possam sustentar seu jeito de ser no mundo e também o jeito de educar uma criança para o mundo.

    Bem, feito o "nariz de cera", quero participar da promoção, meu texto:

    Eu tenho alguma coisa de mãe chinesa no que se refere a não deixar que a criança desista facilmente de algo. A autora mencionou que os ocidentais, ao ouvirem os apelos de seus filhos para saírem de uma aula de piano, por exemplo, cedem facilmente em vez de investigar o que está por trás daquele desejo. Muitas vezes a criança está insegura, achando que não conseguirá ser boa naquilo e, quando os pais apóiam sua decisão, reforçam essa ideia, o que não contribui em nada para a autoestima da criança. Eu acredito que devemos ficar ao lado de nossos filhos para perceber essas "nuances" que a criança não diz, mas quer dizer. Se meu filho tentasse desistir de uma aula de natação, por exemplo, eu ia investigar o porquê, insistir para que ele ficasse mais um mês, ou que mudasse de horário... enfim, tentaria fazer com que ele não desistisse facilmente de algo que eu soubesse queo desafiava, pois isso ajudaria em sua autoestima. Pronto. Declare-me tigresa.

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  3. Eu tenho um lado de mãe chinesa muito latente dentro de mim, fico me cobrando o tempo todo pra ser uma boa e dedicada mãe, meu bebezinho tem apenas 3 meses mas eu tenho medo de sufocá-lo com tantas cobranças no futuro.

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  4. Viu? Vanessa! Mais UMA vez sintinizadas! Kkkk! Nao, nao li o livro... Preferi nao ler! Kkkkk! Sou um tipo de Mae bem interessante, sabes? Do tipo que bate e assopra! Kkkkkk! Mas logo que lancaram o livro UMA Amiga Brasileiras-japonesa, com SOGRA CHINESA (da pra imaginar? Kkk!) escreveu sobre o tema e eu vou linkar o meu link aqui que linka ela, ta bem? Como a gente mora do outro lado do planeta, se a gente ganhar a gente passa para o numero segguinte... Que tal?
    Mil bjs!

    http://umaesposaexpatriada.blogspot.com/2011/01/como-e-uma-mae-chinesa-por-simone-c.html

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