terça-feira, 29 de março de 2011

Propaganda para crianças? Não, obrigada!

propaganda-infantil-abuso.jpg

 

Vivemos em uma sociedade de consumo e, imersos que estamos neste modo de vida, parece impossível imaginar outra realidade. Se não é possível fugir para uma ilha deserta onde o ipad2 seja tão necessário quanto um quilo de areia, podemos evitar o consumo de produtos cuja propaganda busca sugestionar crianças a adotar determinado estilo de vida. Quando assisti ao filme publicitário da agência  WMcCann  para a Grendene Kids com a pergunta “ Qual Barbie você quer ser?” fiquei tão perplexa quanto indignada.

 

 

Não, eu não tenho nada contra a Barbie, digamos, pessoalmente, nem coordeno uma campanha contra a boneca. Apesar de jurássica ( aos 41 anos), conheci a Barbie aos 9 , quando ela ainda não tinha invadido o Brasil. Foi presente de uma tia que ia sempre à terra do Tio Sam. A Barbie era mais esbelta que minha conhecida Suzy e com muito mais acessórios. Além da Barbie eu tive também a Christie, que era mulata, a Skyper e o Ken. Eram apenas brinquedos, e podiamos brincar sossegadas, não havia a propaganda.

 

Agora, não adianta mais apenas brincar de boneca, é preciso também desejar ser a boneca. Não me lembro de brincar com minhas bonecas ( eu sei que isso faz tempo) trocando de identidade com elas. Querer ser a boneca parece invenção da propaganda, para vender muito mais do que os milhões de Barbies made in China. As meninas precisam saber que são muito mais interessantes do que Barbie já que não foram feitas em série, mas únicas e originais.

 

Induzir uma menina a pensar que a vida só será completa se estiver adequada ao padrão Barbie, com todos os seus acessórios, seu namorado perfeito, cintura de pilão, pés deformados pelos saltos e outros produtos criados no embalo de seu sucesso é uma maldade sem tamanho. Alguém precisa salvar nossa infância e dizer ás crianças que uma roupa é apenas uma roupa e uma boneca não passar de um brinquedo. Ninguém é mais ou menos feliz por ter ou deixar de ter determinado bem de consumo.

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*imagem GOOGLE IMAGES

12 comentários:

  1. Enquanto a propaganda para crianças não for proibida por lei, com sanções reais, os fabricantes vão continuar com essa prática abusiva de estimular crianças, que não tem nenhum discernimento em relação ao consumismo, a obrigar seus pais a comprar tudo o que aparece. Tudo em nome do lucro, não importa a que custo...

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  2. Tb achei um absurdo. Como assim qual barbie que ser? Nenhuma! A criança tem que ter a sua propria personalidade. E não andar como bonequinhas todas iguais.
    Não basta a boneca, tem que ter o sapato, a roupas,os brincos, colares, bolsas,etc etc.
    Comprou tudo? Agora vem a nova barbie, tem que comprar tudo de novo.
    E depois que cresce continua. O guarda-roupa tem que ser trocado a cada nova coleção, a cada nova moda. Senão a pessoa morre se não tiver aquele sapato!
    E quem não tem dinheiro para isso entra em depressão.
    É muito para minha cabeça de quase 39. Rs
    Beijos!

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  3. Oi flor! Minha filha esta crescendo e vejo como essas propagandas fazem mal. Divulguei sua postagem no meu Twi tá!! bjus

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  4. Ns enquete faltou a opção que me enquadraria: eu nunca tive barbie e nunca quis.
    E a propaganda já era forte e eu era et porque não gostava da boneca.
    Muita gente da minha geração já cresceu querendo ser barbie, mas talvez de forma mais velada. Hoje a propaganda deve ser mais agressiva.
    E nós temos mais condições de sermos consumidores mais críticos que nossos pais. Eu acho.

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  5. Sabe, as vezes eu posso parecer antinacionalista quando falo o que vou dizer (mas nao sou!!!!!!!), mas o fato de estar criando meus filhos longe dessa pressao consumista brasileira (ah! eu sei que nao e' so' no Brasil), eles ainda brincam de boneca (nos moldes "antigos" se e' que vc me entende... kkkk) e eu fico muito feliz com isso, pois percebo que a infancia deles e' mais "aproveitada"... sei la'!
    Bjs!

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  6. Muito oportuno esse texto. Somos levados a ter frustrações baseadas em fatos inóquos.

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  7. É um assunto que merece atenção com certeza. Vc Conhece o http://www.publicidadeinfantilnao.org.br/ ?

    Inté

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  8. Olá Ana

    Muito bom o seu texto.
    Acho fundamental a reflexão e o nosso esforço para tentar minimizar o problema!

    Por coincidência, postei essa semana no meu blog um vídeo muito interessante sobre o mesmo assunto. É o trecho de um documentário sobre a influência da propaganda na infância.

    Muito bacana e merece ser compartilhado com as suas leitoras.

    http://goo.gl/fb/s8v0Q

    um beijo e parabéns pelo blog.
    Mari

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  9. Olá Ana

    Muito bom o seu texto.
    Acho fundamental a reflexão e o nosso esforço para tentar minimizar o problema!

    Por coincidência, postei essa semana no meu blog um vídeo muito interessante sobre o mesmo assunto. É o trecho de um documentário sobre a influência da propaganda na infância.

    Muito bacana e merece ser compartilhado com as suas leitoras.

    http://goo.gl/fb/s8v0Q

    um beijo e parabéns pelo blog.
    Mari

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  10. É um assunto que merece atenção com certeza. Vc Conhece o http://www.publicidadeinfantilnao.org.br/ ?

    Inté

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  11. Sabe, as vezes eu posso parecer antinacionalista quando falo o que vou dizer (mas nao sou!!!!!!!), mas o fato de estar criando meus filhos longe dessa pressao consumista brasileira (ah! eu sei que nao e' so' no Brasil), eles ainda brincam de boneca (nos moldes "antigos" se e' que vc me entende... kkkk) e eu fico muito feliz com isso, pois percebo que a infancia deles e' mais "aproveitada"... sei la'!
    Bjs!

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  12. Ns enquete faltou a opção que me enquadraria: eu nunca tive barbie e nunca quis.
    E a propaganda já era forte e eu era et porque não gostava da boneca.
    Muita gente da minha geração já cresceu querendo ser barbie, mas talvez de forma mais velada. Hoje a propaganda deve ser mais agressiva.
    E nós temos mais condições de sermos consumidores mais críticos que nossos pais. Eu acho.

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