segunda-feira, 19 de julho de 2010

Uma mãe em apuros

 

 

mae-apuros

 

 

É domingo a noite e , depois de um dia longo, muito longo, eu consigo colocar o filho na cama. O marido  só vai chegar em algumas horas . Eu posso sentar em frente a tv  e tentar terminar uma pesquisa sobre a festinha de 3 anos do meu filho. Depois de escarafunchar um blog muito interessante, o Parangolé, e decidir fazer algo naquela linha, eu coloco no canal TNT e tomo um baita susto.

 

Está passando um filme, Motherhood ou Mãe em apuros. O menu interativo diz que é sobre uma mãe, blogueira que escreve ficção e quer voltar a trabalhar fazendo algo que ama, escrever. Depois de 5 minutos de filme descubro que Uma Thurmam , a protagonista, está organizando uma festinha de aniversário para a filha. Déjà vu é pouco. Será que o filme é sobre mim? Coisa estranha.

 

 

 

Motherhood estreou em janeiro no Brasil e não fez muito sucesso. No Reino Unido, conseguiu arrecadar 9, isso mesmo, 9 libras no primeiro dia de exibição, isso quer dizer que somente uma pessoa se dignou a assistir. Mas isso não quer dizer , de modo algum, que Uma mãe em apuros seja um filme ruim. Classificado errôneamente como comédia, o filme não chega também a ser um drama, mas uma reflexão sobre os problemas da maternidade urbana em nossos tempos. O que mais me prendeu no filme foi o quanto minha vida é parecida com Eliza, uma mulher que mora em Nova Iorque com dois filhos, um cachorro e o marido e tenta não ser mãe em tempo integral, por mais que a maternidade a complete. Eliza tem cérebro e precisa de vida intelectual enquanto cria os filhos.

 

Guardadas as devidas proporções, tenho certeza que a maioria das mães que assistirem ao filme encontrarão semelhanças em seu cotidiano. É um filme que vale a pena ser visto, apesar de não ter tido boa aceitação. Uma Thurmam demonstra sua versatilidade ao encarnar alguém que está longe de ser sexy ou exímia em artes marciais. Não será mais apresentado este mês no TNT mas está nas locadoras.

9 comentários:

  1. Eu loquei esse filme há algum tempo e AMEI! Eu tb me identifiquei demais com a personagem (e com vc, pq acabei de fazer a festa de 3 anos do meu filho).
    Faz um tempo que estou querendo postar também sobre esse filme, muito bom, por sinal, apesar da baixa aceitação - mas acho q é só uma maneira das pessoas fingirem q a vida não é assim.
    Sofia

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  2. Puxa, que droga... Queria ter assistido esse filme no cinema, não consegui, e nem sabia que ja estava passando na TV a cabo. Vou ter que alugar mesmo... Aff, so a ideia ja me parece muito muito proxima!

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  3. Eu quero ver!
    Me interessei muito pelo filme.
    Obrigada pela dica.
    Bjs!

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  4. É, Vanessa, está erroneamente classificado como comédia e vende uma ideia totalmente diferente do que realmente é pelo trailer. Também assisti e me identifiquei demais com a personagem, sofri, me diverti e surtei junto com ela... pena que as distribuidoras, no desespero de fazer filmes lucrarem, chegam ao ponto de mentir descaradamente para colocar o produto na rua (desculpe, meu lado profissional desabafando, não foi fácil vender esse filme, detesto mentir...). Mas enfim, não é mesmo um título comercial, mas é muito gostoso de assistir!
    Beijo grande!

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  5. hehehehehe "Mãe é tudo igual", só muda o endereço!! Vou ficar atenta a esse filme e colocar pra gravar! Boa semana! Beijus,

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  6. OI Vanessa,
    Vi esse filme, adorei e me identifiquei muito.
    Beijos
    Chris
    http://inventandocomamamae.blogspot.com/

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  7. Eu quero ver!
    Me interessei muito pelo filme.
    Obrigada pela dica.
    Bjs!

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