terça-feira, 1 de junho de 2010

O mito da maternidade perfeita



A ideia de que nascemos com o alarme para a maternidade ajustado e pronto para ser disparado é bastante forte. Depois de uma 'certa idade" o relógio biológico" toca de maneira inevitável e precisamos procriar e a transformação na mãe perfeita é tudo o que nos resta. Você precisa ter um filho. Não, você precisa ter dois. Ou, na verdade, só a partir do terceiro você vá começar a sentir que esta completa. Aquela que tem coragem de levantar o dedinho e dizer: " Não , obrigada, eu não quero ter filhos", é olhada de modo estranho. Mulher sem filhos, eu hein.!

A feminista francesa Elisabeth Badiner , autora de Um amor conquistado - O mito do amor materno , em seu novo livro "Le Conflit - La Femme et la mère" que deve ser lançada pela Editora Record até o final do ano e ainda não tem o título em português definido está na lista de best-sellers na França desde seu lançamento, em fevereiro. 


Segundo Badiner, o movimento ecológico vem tiranizando as mulheres e transformando a maternidade em um " trabalho em tempo integral" . Campanhas pelo uso de fraldas de pano, papinha feita em casa e outras práticas naturais estariam sufocando a mulher que ingressou em uma busca impossível da perfeição no papel de mãe.

O assunto, é verdade, levanta bastante discussão. E Badiner tem , certamente, defensores e críticos igualmente ferrenhos. Fato é que seu livro me deixou bastante curiosa e aguardo seu lançamento. Somos feitas para a maternidade fundamentalmente ou indivíduos com potencialidades múltiplas, como os homens, capazes de procriar e conduzir as próprias vidas? Acredito que cada uma de nós possa descobrir sua resposta, criar seus filhos, ou não, e ainda vivenciar alguma coisa que possa ser conhecida como felicidade.


4 comentários:

  1. É... Temas abrangentes e polêmicos!
    Gostei desta autora!

    bj

    ResponderExcluir
  2. Esse movimento pela "mãe perfeita" já tinha notado a algum tempo na internet.
    Já cheguei a brigar contra isso.
    Hoje só ignoro.Rs
    Gostaria muito de ler esse livro.
    Bjs

    ResponderExcluir
  3. Oi Vanessa! Também estou super curiosa para ler este livro. Já vi uma pequena entrevista com a autora e sei que ela é polêmica. Conheço esse movimento pela "maternidade consciente", e particularmente gosto. Porque, o que parece um "retrocesso" é na verdade uma estratégia de evitar outras preocupações e grandes problemas que podem aparecer mais tarde na vida da criança e portanto na vida da própria mãe... Claro que sou contra radicalismos, e acho que essa autora tem um argumento forte. Vamos ver! Ou melhor, vamos ler!

    Beijos

    ResponderExcluir
  4. Esse movimento pela "mãe perfeita" já tinha notado a algum tempo na internet.
    Já cheguei a brigar contra isso.
    Hoje só ignoro.Rs
    Gostaria muito de ler esse livro.
    Bjs

    ResponderExcluir

Comente, debata conosco, deixe sua opinião. Mãe é tudo igual agradece.

Web Analytics ▲ Topo